Na moda, há uma infinidade de termos e expressões que a cada nova estação tornam-se uma linguagem de editores, produtores e criadores de moda. Muitos se repetem por várias estações e há aqueles que sobrevivem apenas por uma temporada. Mas ao observarmos com atenção, existem dois termos que permeiam qualquer discurso referente à moda, e são constantemente empregados, mesmo que aleatoriamente: O chic e o look.
Chic é "ser antes de estar". O chic é o equilíbrio interior que faz transparecer a elegância nos gestos, atitudes e conhecimento. É distingüir-se pelo que "é" e não pelo poder aquisitivo.
Look é o que se muda, é o visual que cada indivíduo pode criar, assumir e fazer em si mesmo. É mutante e camaleônico, dissocia-se da noção do chic, passa a simbolizar um código grupal e não mais social. Expressa exageros e excentricidades "marginais", propondo tendências que podem ser usadas, estimulando a criação e a adaptação pessoal.
Ser chic e compor o próprio look nos remete a uma atitude mais liberada, pois esses estados são verdadeiros guias do imaginário na combinação de roupas, contrastes e texturas dos materiais.
A partir de idéias, cada indivíduo pode compor o próprio look sem perder absolutamente nada do chic.